Professores do Estado mantêm a mobilização

A greve dos professores da rede pública estadual já completou mais de 60 dias e a categoria afirma que não há previsão de término, já que não há negociação com o Governo do Estado. Diante disto, os docentes mantiveram o acampamento em frente ao Palácio dos Leões fim de semana. Continua também a paralisação dos docentes e servidores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). Hoje, a categoria se reúne no campus da universidade para discutir os rumos do movimento. Sábado, a vigília de servidores públicos continuou com a troca de turno de docentes e técnicos e ontem, ao meio-dia, foi servido um almoço para mais de 200 pessoas como uma das estratégias de mobilização. A professora Sidma Maia afirmou que pouca coisa foi alcançada ao longo desses dois meses de greve. Segundo ela, o movimento ganhou novos rumos com a decisão, via liminar, que impede que o governo estadual corte o ponto da categoria. “Muitos professores temerosos decidiram retornar ao movimento e o nosso empenho é conscientizá-los que temos direitos como trabalhadores e também deveres com uma educação de qualidade”, frisou. Denúncia Professores denunciaram que os contratados e os funcionários públicos em condições especiais de trabalho vêm sofrendo ameaças contínuas de perderem o emprego se não retornarem para a sala de aula. A represália viria da cúpula do Governo e de diretores de escolas do ensino da rede pública. “Temos um grande desafio que é conscientizar também estes colegas (contratados e funcionários públicos em condições especiais de trabalho), que eles têm direitos garantidos na legislação trabalhista e, portanto, têm que lutar pelos seus direitos como trabalhador”, complementou Sidma Maia. Além das mobilizações efetivadas como acampamentos e passeata, a categoria anunciou que pretende implantar novas estratégias, a partir das próximas semanas. Uma das metas em pauta é sensibilizar a sociedade, pais de alunos e responsáveis. Abaixo-assinados, com assinaturas de cidadãos em geral e pais de alunos, integrarão mais uma das estratégias dos servidores públicos. “A nossa meta é sensibilizar a sociedade e também os pais desses alunos, que estão sem aulas, reafirmando que os servidores estão sem condições favoráveis de retornar às salas de aula”, disse o docente Lincoln Serejo. As manifestações em vias públicas, segundo o técnico administrativo Valber Tomé Ribeiro, também serão retomadas nas próximas semanas. “Vamos mostrar qual é a nossa realidade para a sociedade e também o descaso do Governo com a educação”, detalhou ele. Imirante.com

09:00 - 23/07/2007






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