Vacinas serão vendidas em clínicas por R$ 80

Vacinação agora também na rede privada.

Atenção, você, que ainda não se vacinou contra a gripe A: nesta semana quem não faz parte dos grupos de risco estipulados pelo governo federal, mas quer ser imunizado, terá uma alternativa. Doses de vacina começaram a ser distribuídas ontem para a rede de clínicas particulares de todo o país. São doses trivalentes, diferentes da vacina monovalente usada pelo Ministério da Saúde, e imunizam tanto para o vírus H1N1 quanto para outros vírus sazonais da gripe. Estabelecimentos de saúde do sul e sudeste do país disponibilizarão a venda dessas doses já no fim desta semana, por preços variantes entre R$ 80 e R$ 120. No Maranhão, a previsão é de que as vacinas cheguem às clinicas dentro de duas semanas. Até o início de maio, a venda já terá iniciado nos primeiros locais a receberem. No entanto, aqui não há previsão de preços.

Em todo o Brasil, três laboratórios estão autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a vender vacinas às clínicas particulares. Para o Maranhão, serão dois distribuidores: o laboratório Sanofi Pasteur, da multinacional Sanofi Aventis, e o Solvay Pharma. Este último, pertencente à multinacional da saúde Abbott, é o único laboratório a ter iniciado o processo de distribuição, desde semana passada. Disse concluir até o fim desta semana. Outros laboratórios, como a multinacional Novartis, estão à espera pela aprovação da Anvisa para iniciar a distribuição de vacinas. O valor do medicamento não deverá oscilar tanto entre os laboratórios. A Anvisa estipulou o valor máximo de R$ 44,11. A esse preço, serão acrescidos apenas as cobranças por transporte, armazenamento e serviço de cada clínica. O prazo para a vacinação nas clínicas particulares não foi determinado pelo Ministério, devendo alterar à critério de cada estabelecimento.

No Maranhão, duas clínicas confirmaram o recebimento à equipe de reportagem. A Clínica Especializada em Doenças Tropicais e Imunizações (Cediti) disse que ainda não tem em mãos o preço do medicamento, mas deverá iniciar a venda até maio. A clínica Alergocenter, especialista em alergias e imunizações, está esperando doses já para daqui a duas semanas. Entretanto, qualquer outro estabelecimento de saúde poderá fazer pedidos de vacinas, e vende-las. O representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações, o alergista Ronney Mendes, assegurou a eficácia da vacina distribuída para as clinicas particulares. De acordo com ele, esta vacina, embora diferente da distribuída pelo ministério por ser trivalente, não possui contra-indicações. Mas o especialista alertou que aqueles indivíduos com alergia ao ovo não estão recomendados a tomar a dose antes de uma consulta médica.

 

A distribuição de vacinas a clínicas particulares é uma medida influenciada diretamente pela grande campanha nacional, feita em torno da imunização contra o vírus H1N1. Com a campanha e as constantes informações sobre mortes e casos graves causados pela gripe A, a procura pela vacina dobrou em todo o país. Como o Ministério da Saúde não adquiriu doses suficientes para toda a população brasileira, esta teve de ser dividida em grupos de risco, conforme indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Como disse à imprensa nacional o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações Renato Kfouri, “As pessoas que não foram contempladas na campanha do governo gostariam de ser imunizadas, e agora podem buscar essa proteção no serviço privado”. Os grupos de risco foram classificados e ordenados de acordo com o número de casos. Entretanto, grupos importantes ficaram de fora, como ao faixa etária entre 2 e 20 anos, que registrou 16% dos contágios do ano passado. Este é o público-alvo das clínicas particulares. Foto: Gilson Teixeira


Daniel Fernandes / O Imparcial

09:01 - 13/04/2010






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