SES discute sobre a hanseníase no Maranhão

SES discute sobre a hanseníase no Maranhão

Discutir a realidade da hanseníase nos municípios para planejar ações de controle da doença, visando o fortalecimento da gestão descentralizada e integrada. Essa é a proposta da Oficina de Planejamento para Gerentes Municipais em Hanseníase no Maranhão, que teve início nesta segunda-feira (16), e vai até sexta-feira, 20, no Hotel Holiday Inn, no bairro do São Francisco. Participaram da oficina gerentes municipais de controle da hanseníase e da atenção básica do estado.

O evento é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde, com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde, e o Instituto Brasileiro de Inovação em Saúde Social (IBISS). Tem como foco a qualificação do servidor na questão da humanização relacionada à doença. "Queremos que esse encontro contribua para um olhar diferenciado, além do cotidiano das coordenações, e não uma qualificação relacionada somente aos aspectos clínicos da doença", explica a pedagoga e coordenadora do Centro de Formação IPÊ, da ONG Instituto Brasileiro de Inovação em Saúde Social (IBISS), Tiana Sento-Sé.

Na ocasião, foram reunidos os municípios de São Luís, Imperatriz, Caxias, Bacabal, Codó, Santa Inês, Itapecuru, Barra do Corda, Timon, Balsas, Viana, Açailândia, Grajaú, Santa Luzia, Açailândia, São Mateus, Coroatá e Governador Nunes Freire. Eles foram escolhidos pelo Ministério da Saúde devido a importância de se tratar do assunto uma vez que esses municípios possuem muitos casos da doença.

A coordenadora do programa estadual de combate à hanseníase, Léa Márcia Costa, destaca que são em ocasiões como essas que o município pode expor suas experiências e trocar idéias com outros municípios que vivem na mesma situação. "Este é um momento de discussão e reflexão em relação ao programa. Na troca de informações, surgem dúvidas e sugestões de melhoria. A partir delas o município pode se planejar melhor e tornar suas atividades mais eficazes, além de fortalecer a capacidade de elaboração de plano de ações de controle da hanseníase e a implementação de estratégias para o controle da doença", explica.

Durante a abertura do evento, Tiana Sento-Sé destacou que a experiência ali passada por ela diz respeito a atividades relacionadas ao trabalho da ONG IBISS, como questões políticas, de investimento e qualificação na área da saúde. "O apoio da secretaria de estado da saúde foi fundamental, pois é ela que possui a capacidade de mobilizar os municípios para participar de eventos como esse e ter a oportunidade de trocar idéias com outros municípios em situações semelhantes", explica Tiana.

Casos - Serão discutidos ainda durante os cinco dias de evento os planos de política nacional e estadual de controle da hanseníase, dados epidemiológicos e modelos de sistemas de saúde, além da análise situacional da hanseníase em cada município participante. No fim do evento será elaborado um plano de ações estratégicas a partir das prioridades definidas para o controle da hanseníase nos municípios e serão definidas, também, diretrizes/orientações para a supervisão e monitoramento das estratégias e metas estabelecidas.

No Maranhão, São Luís é o município que registrou o maior número de casos de hanseníase em 2009, com 606 pessoas contaminadas, seguido dos municípios de Imperatriz (275 casos), Bacabal (147), Timon (137), Caxias (125) e Açailândia (113). "É necessário avaliar não só no tratamento daqueles que possuem a doença, mas na promoção da saúde para toda a população", conclui Léa Márcia. Foto: Nestor Bezerra


Paula Martins / SES

15:43 - 16/08/2010






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