Em Nova York, arquiteta revela mudanças no projeto do Maracanã

O projeto do novo Maracanã, palco da final da Copa do Mundo de 2014 (Foto: Divulgação / Emop)

Os arquitetos dos 12 estádios que deverão sediar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil apresentaram seus projetos no Instituto Americano de Arquitetura (AIA) em Nova York nestas quinta e sexta-feira. A obra mais complexa será a do Maracanã, no Rio de Janeiro, por ser uma construção com a parte exterior tombada. A arquiteta Catia Castro, responsável pela obra, explica que o projecto inicial é modificado quase diariamente.

 

- Nós estamos lidando com uma senhora de 60 anos. É um estádio muito antigo e precisa de muitas modificações. Agora, por exemplo, acabamos de demolir as arquibancadas da geral e descobrimos rachaduras no setor das cadeiras. Então possivelmente teremos que demolir e reconstruir mais do que havíamos planejado - disse Catia ao GLOBOESPORTE.COM.

 

O Maracanã, que só deverá ficar pronto no início de 2013, será um desafio para a arquiteta porque internamente vai passar de um formato oval para um formato mais retangular para melhorar a visão de grande parte dos assentos. O ângulo das cadeiras também terá que ser modificado para favorecer a vista do campo, e a distância entre elas terá que aumentar de 48 centímetros para 50, uma requisição da Fifa que reduzirá a capacidade do estádio de 86 mil torcedores para 76 mil. Além disso, o tempo de evacuação do estádio terá que diminuir consideravelmente. Atualmente, em caso de emergência, precisa-se de 20 minutos, mas a Fifa exige que não se passe de sete. Por isso, quatro novas rampas serão construídas, e as duas rampas atuais serão ampliadas. Tudo sem modificar a aparência na parte exterior do prédio.

 

- É como fazer um omelete sem quebrar o ovo - brincou a arquiteta.


Globo Esporte

12:00 - 19/11/2010






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