Centro de Apoio à Pessoa com Surdez encerra curso básico de Libras

Apresentação de teatro,visita a shopping e aulas presenciais marcaram as atividades  de encerramento do curso básico de Língua Brasileira de Sinais (libras), nesta terça-feira (11), realizado na sede do Centro de Apoio à Pessoa com surdez (CAS), da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

Além de atender a pessoa com surdez, o curso de libras, por meio do projeto Libras na Mão, também realiza atividades em diversas instituições públicas, dentre as quais na Defensoria Pública do Estado (DPE), onde 13 funcionários aprenderam a língua de sinais.

"As capacitações são extremamente importantes tanto para atender alunos do CAS quanto para difundir em outras instituições a Libras, língua da comunidade surda, e fazer com que o surdo possa se sentir cada vez mais incluso na sociedade. Essa ação contribui para que tanto surdos como profissionais das mais diversas áreas e a sociedade em geral possam conviver de forma cidadã, respeitando as diferenças" salientou a gestora-geral do CAS, Irene Cabral.

O CAS oferta cursos de Libras para surdos e ouvintes e apoio pedagógico especializado às 24 escolas de São Luís que têm alunos surdos. Além disso, realiza formação continuada para professores instrutores e intérpretes de Libras.

Para a professora interprete de línguas, Roseane Silva Araújo Ribeiro, o curso ajuda o aluno a se desenvolver enquanto pessoa. "As formações fazem com que a libra seja cada vez mais ampliada e ajudam o aluno a se desenvolver enquanto pessoa. Faz com que o surdo possa interagir com o ouvinte em igual condição. Representa também uma troca de cultura", disse.

Em uma das atividades do curso básico de libras, os alunos pseudosurdos (pessoas que vivenciam o mundo do surdo), visitaram um shopping para vivenciar o dia-a-dia da pessoa com surdez. "Ao chegar, fui até o funcionário do shopping e perguntei (em libras) onde ficava o banheiro. Ele me respondeu que não estava entendendo e me perguntou se eu era "muda". Então recorremos ao papel e caneta e quando enfim ele entendeu que eu queria ir ao banheiro, mas não sabia como chegar lá, me pegou pelo braço e me levou. Foi uma situação engraçada, mas ao mesmo tempo constrangedora", explicou a aluna Josiane Sousa.

"Entrei em uma loja e estava olhando uma das roupas quando veio uma das vendedoras perguntando se eu tinha o cartão da loja. Quando sinalizei que não estava escutando, ela percebeu que eu era "surdo. Simplesmente se afastou de mim, eu então chamei acenando com as mãos e apesar dela ter me visto, me ignorou. Foi aí que percebi o quanto a língua do surdo precisa ser difundida na sociedade", observou o aluno Bruno Jerris.

Segundo Hosana Meneses, mãe de aluno com surdez e também aluna do curso, o treinamento possibilitou que ela compreendesse mais o filho. "O curso é muito bom porque só agora consigo compreender mais meu filho e ver o que ele passa. Agora posso me comunicar mais com ele", enfatizou.

Instituída pela Lei 10.436, de 24 de abril de 2002, a Libras é a forma de comunicação, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.


Seduc

16:11 - 11/06/2013






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