Diretor de sindicato critica o Ibama

O diretor do Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Maranhão (Sifema), Cláudio Azevedo, criticou ontem o Ibama que, segundo avalia, com as medidas que adota estrangula o setor produtivo do Maranhão. Cláudio Azevedo disse que não se referia apenas à crise do ferro gusa, iniciada pela suspensão das Autorizações Para Transporte de Produtos de Florestas (ATPFs), mas a outras ações do órgão, que segundo ele, têm provocado prejuízo à economia do Maranhão. O diretor do Sifema informou que "dormem" atualmente na burocracia do Ibama 172 novos projetos de manejo floresta e desmatamento. "Desde 2003 não é liberado um projeto", disse o empresário, que também criticou a lentidão do órgão. "Eles demoram de dois a três anos para analisar um projeto", queixou-se. Apoio político Para o presidente do Sifema o momento é grave é requer o apoio da sociedade e dos políticos. Até agora, segundo ele, os deputados Sebastião Madeira (PSDB) e Gastão Vieira (PMDB) têm acompanhado com preocupação a situação do setor siderúrgico e o que poderá ocorrer caso essa situação não seja logo resolvida. "Reconhecemos a atenção que eles tem dedicado a essa situação", destacou o líder empresarial. Cláudio Azevedo entende que pra dar um basta nesta situação a saída imediata é o Ibama liberar as ATPFs pendentes e dessa forma permitir que as empresas que operam com carvão vegetal voltem a abastecer as siderúrgicas. O empresário declarou que ao contrário do que foi divulgado pela assessoria do Ibama do Maranhão, não existe nenhuma pendência por parte das siderúrgicas que as impeçam de receber o carvão. Se existe alguma pendência, observou, "deve ser as empresas que nos vendem o produto". Em nota distribuída à imprensa o Ibama do Maranhão informou que entre as pendências das guserias estão a falta de cadastro federal e não reposição florestal. Na mesma nota é informada que o órgão está tentando firmar um Termo de Ajustamento de Conduta com as usinas de ferro para que estas se comprometam, em determinado período de tempo, a se tornar auto-suficientes em carvão vegetal e não tirar o insumo da mata nativa. A nota do Ibama trás uma declaração atribuída á gerente do órgão no Maranhão Marluze Pastore de que "não queremos fechar nenhuma empresa, os postos de trabalho. Queremos, sim, que essas empresas tenham sustentabilidade econômica e ambiental".

Élson Araújo

11:45 - 21/04/2006






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