Buriticupu e Bom Jesus das Selvas receberam últimas audiências do COMEFC

O Consórcio dos Municípios da Estrada de Ferro Carajás no Maranhão (COMEFC) realizou as suas  últimas audiências públicas nos municípios de Buriticupu na última sexta-feira (04) e Bom Jesus das Selvas. As audiências contaram com a participação de prefeitos e serviu para validar e fortalecer as propostas de atuação do consórcio, que luta para que os pagamentos sociais e econômicos sejam distribuídos entre as cidades impactadas pela ferrovia Carajás no Maranhão.
O COMEFC realizou ao longo de seis meses, mais de 24 audiências públicas em todas as cidades impactadas pela ferrovia Carajás no Maranhão. Além das audiências na Assembleia legislativa do Maranhão, Câmara Federal e Câmara Municipal de São Luís. Todas serviram para fomentar as exigências feitas pelos gestores municipais maranhenses e avaliar os depoimentos de lideranças das comunidades atingidas pela ferrovia.
Mais de 10.200 pessoas que participaram das audiências ajudaram a fortalecer o compromisso de mudança compartilhado com os prefeitos das 23 cidades. A comitiva do consórcio tem o intuito de difundir a mensagem de metas e propostas junto à Vale S.A para melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Segundo a prefeita Cristiane Damião, presidente do COMEFC, as comunidades atingidas sofrem com doenças pulmonares, vulnerabilidade social, atropelamentos, poluição sonora, rachaduras nas casas, além dos danos ambientais. “Estamos exigindo investimentos em vários segmentos sociais. Ao longo desse período, observamos que o maior desejo da população, é que a VALE comece a enxergar quem chegou primeiro quem é dono do solo do Maranhão” concluiu a presidente.
Leôncio Lima, Diretor Administrativo do COMEFC, falou que a conquista é do Maranhão. “Essa é uma realidade que já atravessa quase três décadas, sendo a Vale beneficiada pela Lei Kandir, que lhe garante várias isenções. O que se contesta pelo Consórcio é que a VALE está investindo no Maranhão, na planta dela, ganha benefícios porque informa que vai exportar mais e ganhar mais com isso. A Vale investe nela mesma e o reflexo desse investimento não chega aos municípios. Existe a Compensação Financeira pela Exploração Mineral – CFEM. Parauapebas recebe 65%, o Pará 23% e a União 12% por cada tonelada de minério extraída de Carajás. Em 2012, Parauapebas recebeu 427 milhões de reais da Vale, enquanto que os 23 municípios do Maranhão cortados pela ferrovia só estão recebendo ações pontuais da Vale. Dessa forma, a COMEFC surge para colocar a coisa nos tramites legais”, disse Leôncio.


Jornal Agora Santa Inês

11:55 - 09/10/2013






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