Ministério da Saúde reconhece tratamento humanizado da Maternidade Marly Sarney

Profissionais da maternidade comemoram o reconhecimento do Ministério da Saúde

A Maternidade Estadual Marly Sarney recebeu na manhã desta quarta-feira (18) o reconhecimento do Ministério da Saúde (MS) como hospital e maternidade referência para atenção humanizada ao recém-nascido. A solenidade de entrega de placa meritória ocorreu no auditório da unidade e contou com a presença de gestores da rede estadual de saúde e de mães cujos filhos foram ali atendidos.

O reconhecimento parte da iniciativa de implantação e desenvolvimento das técnicas do Método Canguru junto às mães e aos bebês com baixo peso nascidos na unidade. Durante o recebimento da placa, a gestora da Rede de Serviços, Socorro Bispo destacou o pioneirismo da unidade neste projeto e a importância do hospital maternidade para as mães maranhenses.

 

´´Isso é a realização de um sonho da Maternidade e um reflexo da administração humanizada do secretário Ricardo Murad, e dos profissionais que compõem a assistência em saúde em nossas unidades. Comprova o atendimento humanizado e prioritário destinado às mães e aos bebês``, ressaltou ela. 

A representante do Ministério da Saúde, Zeny Carvalho Lamy coordenadora do Método Canguru, no Brasil, ratificou as palavras da gestora. Ela acompanhou o processo de implantação do método no estado e na maternidade, e disse que agora, com duas unidades de referência, o Maranhão supera outros estados que contam apenas com referências em âmbito federal. ´´O fato é que aqui nós contamos com duas unidades referenciais que adotam este cuidado tão essencial, e com esta certificação a Marly Sarney, assim como o Hospital Materno Infantil, passa a ter a responsabilidade de, também, transferir essas técnicas e conhecimentos a outras unidades``, destacou.

O Método Canguru é um método fundamental de atenção ao recém-nascido prematuro, incentivado e preconizado pelo Ministério da Saúde.  Possibilita estreitar laços entre mãe e filho através do contato corporal do recém-nascido de baixo peso - parcialmente desnudo - contra o peito do adulto (mãe, pai ou ente próximo).

Realizado de maneira orientada e sistematizada, o método transfere inúmeros benefícios para o acompanhamento de ambos, mas, principalmente, para a saúde e para o futuro do recém-nascido, que precisa de suporte em Unidades de Cuidados Intermediários (UCI) ou mesmo em UTI´S neonatais. ´´A colocação do recém-nascido contra o peito da mãe como primeiro contato entre ambos promove maior estabilidade térmica, substituindo ou complementando as incubadoras, com menor taxa de infecção hospitalar, estímulo à amamentação e, consequentemente, proporcionando tranquilidade, diminuindo o tempo para alta, com menos custos para o sistema de saúde``, diz Marivanda Goudar, coordenadora da UCI neonatal da Marly Sarney.

Ela explica, ainda, que dividido em etapas, o método acompanha os pacientes em três estágios. ´´O primeiro estágio é ligado à gestante para diagnósticos de possíveis problemas e início de tratamento como parte do pré-natal. A segunda etapa é voltada mais para o acompanhamento do bebê de baixo peso desde a hora do nascimento e o terceiro é o momento em que ele atinja e/ou ultrapasse os 2,5kg e a mãe tenha plenas condições técnicas de cuidar desse pequeno ser``, diz a médica Marivanda.

Instituído na Maternidade Marly Sarney em 2010, muitas mães e crianças de baixo peso já foram beneficiadas com este tipo de cuidado precoce, e hoje contam suas experiências. Presente na solenidade, Leidiane Gonçalves (21) que ainda está com a filha na maternidade, e Letícia Martins Berniz (26) contaram suas lições de vida e agradeceram ao corpo médico e técnico que às acompanharam. Emocionada, Letícia acompanhada da filha Lara Vitória, de dois anos, pode lembrar dos momentos difíceis durante a gestação e do apoio e cuidados que recebeu quando ficou internada na unidade dois meses antes do parto.

´´Era uma situação complicada, onde eu tinha riscos de perder a criança, numa situação de pré-eclampse. O tratamento, o carinho das profissionais e o método me ajudaram a ter a minha filha, e, logo depois, quando ela passou 100 dias na UTI. Quero agradecer a todos vocês por tudo``, disse Letícia.



SES

10:37 - 19/12/2013






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