Jornal da Band faz denúncia grave contra Saúde de Caxias que, a exemplo de Santa Inês oferece péssimo serviço à população

Após intensas buscas finalmente a equipe do CQC encontrou o prefeito Léo Coutinho (PSB) em um restaurante da cidade para entrevistá-lo na noite de terça-feira

Além de ser matéria do Jornal da Band, o programa CQC também realizou entrevista com o prefeito denunciando a mortalidade infantil na maternidade.

Negligência e descaso na única maternidade do município de Caxias, no Maranhão, é o que denuncia a reportagem do Jornal da Band. Segundo a matéria, a cada três crianças que nascem no Hospital Carmosina Coutinho, pelo menos uma não sobrevive. Desde o início deste ano 115 bebês já morreram, o que caracteriza uma tragédia na saúde pública do município, e coloca o Maranhão em mais um ranking negativo.

Prefeito Léo Coutinho fica sem resposta diante do CQC sobre a situação degradante na Maternidade 

Uma equipe do premiado programa CQC – Custe o Que Custar, da TV Band, de São Paulo, esteve em Caxias esta semana e, após intensas buscas finalmente encontrou o prefeito Léo Coutinho (PSB) em um restaurante da cidade para entrevistá-lo na noite de terça-feira (28).

Assim que a equipe do humorístico da Band chegou, o local ficou repleto de curiosos. O político recebeu a visita do repórter Oscar Filho, do programa humorístico CQC, da TV Band, e diante das perguntas feitas não deu respostas contundentes sobre os questionamentos.

O prefeito, por sua vez, fugiu das perguntas e não respondeu. Em seguida, o repórter CQC chama Coutinho de “mau caráter” por não responder. Em um dos vídeos, o prefeito aparece convidando o repórter a voltar no dia seguinte até a Prefeitura. O repórter Oscar Filho foi ao local marcado, mas ninguém apareceu para falar com o jornalista.

O caso repercutiu e chegou ao conhecimento nacional, após divulgação de matéria da emissora local filiada a Band. A matéria produzida na cidade maranhense deve ir ao ar na próxima segunda-feira, dia 3 de novembro, às 22h, no programa CQC, da Rede Bandeirantes.

MATÉRIA CORRELATA

530 óbitos foram registrados em Santa Inês no governo Ribamar Alves até julho deste ano

Em Santa Inês, o caso não é diferente, ou pode podemos dizer que, pior. Nos Hospital Tomaz Martins não morrem apenas crianças recém nascidas. São Mulheres grávidas, idosos, jovens, crianças. Em julho, durante a audiência pública convocada pela Câmara de Vereadores para discutir o caos da Saúde Pública em Santa Inês, uma série de denúncias de mortes, maus atendimentos, indicação de medicamentos errados por parte de médicos que atendem nos hospitais públicos foram feitas por vereadores, comunidade e representantes de classe.

Dentre os vários fatos ventilados durante a audiência, os números que mais impressionaram foram os que apontam o crescimento dos registros de mortes em Santa Inês desde o início da gestão de Ribamar Alves (PSB), apresentados pelo gestor regional de Estado da Saúde na Região do Vale do Pindaré, Pedro Paruru.

Conforme os dados do Ministério da Saúde, apresentados por ele, o número de mortes em Santa Inês foi de 318 no ano de 2006, diminuiu para 240 no ano de 2007 e permaneceu na nessa média pelos cinco anos seguintes, fechando 2012 com 357 mortes registradas na rede pública de Saúde do município.

No entanto, o número chegou à incrível marca de 426 mortes em Santa Inês, apenas no ano de 2013, um aumento de 20% no número de óbitos, em relação ao ano de 2012. Já em 2014, apenas nos três primeiros meses do ano, foram registradas 104 mortes no município, o que significa um número superior ao de 34 mortes por mês.

No total, foram 530 mortes em 455 dias. Uma média de  registros de morte a cada dia que leva a uma projeção assustadora para este ano de 2014.   Seguindo nesta perspectiva, até o final do ano, devem ser registrados de 500 óbitos na rede municipal de saúde. Um número alarmante que tem causando indignação em toda a população de Santa Inês.

 

Os números são do Ministério da Saúde e estão disponíveis para consulta no endereço www.datasus. saude.gov.br

 

09:00 - 01/11/2014






Desenvolvido por Adriano Marinho