Laboratório da Uema em Caxias investe em genética e biologia molecular animal

Os estudos desenvolvidos no Laboratório de Genética e Biologia Molecular (Genbimol), do Centro de Estudos Superiores de Caxias (CESC) tem tido grande avanço no que diz respeito ao estudo de genética e sistemática molecular de animais. Os trabalhos com invertebrados (insetos vetores) e vertebrados (peixes, anfíbios e mamíferos) tem ganhado cada vez mais destaque por parte da comunidade acadêmica e da sociedade.

Os professores Elmary Fraga e Maria Claudene Barros fundaram o laboratório em 2006, com o intuito de contribuir para a compreensão dos organismos pela comunidade acadêmica. “Com o laboratório, possibilitamos aos alunos estarem nos variados campos de atuação, desenvolvendo notáveis trabalhos com a genética em todo o estado, e auxiliando no manejo e preservação das espécies”, destaca a professora Barros.

O trabalho consiste em diagnosticar a variabilidade genética (diferença nos genes de uma mesma população) entre organismos de diferentes ecossistemas e biomas, a partir do sequenciamento de DNA (série de métodos bioquímicos que têm como finalidade determinar a ordem da molécula de DNA). É realizada a extração do tecido do animal, a identificação dos genes de interesse e sequenciamento gênico, para verificar se há divergência genética entre os seres, como também conhecer características dos ambientes em que vivem.

Um relevante estudo realizado com anfíbios, fomentado pelo CNPq e Fapema, resultou na publicação de um livro que faz o “Levantamento de Anfíbios da APA do Inhanum”, área de preservação ambiental em Caxias. Na sequência, a pesquisa foi estendida para os rios Pindaré e Mearim, e também na Baixada Maranhense, para o estudo dos grupos de peixes.

No grupo dos insetos, o estudo do Aedes aegypti é o mais frequente, por conta da incidência do mosquito na região. “Nós conseguimos constatar em uma pesquisa feita nos quatro municípios da Região Metropolitana de São Luís, que existem duas linhagens desse inseto. Essa é uma informação importante para os órgãos de saúde e utilidade pública, se tratando das estratégias de controle do vetor, com base nas características genéticas”, pontua o professor Elmary Fraga, sobre a pesquisa realizada na capital maranhense.

Já os morcegos fazem parte do estudo mais recente. No entanto, já possui notório número de espécies amostradas. “O estudo dos morcegos no Maranhão é uma novidade, principalmente este, realizado na reserva do Inhamun. Isto vai possibilitar o surgimento de novos projetos e a ampliação dessa linha de pesquisa”, ressalta Maria Claudene.

O objetivo do Genbimol vai além de contribuir na resolução de incertezas taxonômicas (identificação e classificação dos seres), biogeográficas e na compreensão de questões populacionais dos bichos. Adiante, apresenta grande contribuição social para fomentar o uso sustentável dos recursos naturais estudados, difunde e populariza a genética nas comunidades.

 

Projetos

Um bom exemplo de contribuição social do Genbimol é o desenvolvimento de projetos educacionais. Um deles ocorreu quando alunos do ensino médio eram levados para aulas de campo, para observarem a situação dos pescados, a degradação dos rios e as consequências para o meio ambiente.

Já em outro projeto, o foco foi a popularização da genética nas escolas, em que alunos da equipe do laboratório demonstravam na prática, os processos biológicos que eram passados em sala de aula. “Através de atividades lúdicas, os alunos fixavam o conteúdo ministrado na escola. Esse trabalho facilitou a compreensão do conteúdo e aumentou o interesse pela matéria”, comentou a colaboradora.



Uema

18:33 - 05/11/2014






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