Estudante tira fotos com arma em banheiro de escola em Bacabal, MA

Um estudante secundarista levou um revólver calibre 22 para a escola e tirou fotos expondo a arma no banheiro da unidade pública de ensino nessa quarta-feira (19), em Bacabal, na região do Médio Mearim maranhense (a 240 km de São Luís).

De acordo com a polícia, a diretoria da Unidade de Ensino Fundamental Novo Bacabal tomou conhecimento do caso após o garoto postar as imagens nas redes sociais. O menor teria dito que encontrou o revólver na beira de um lago próximo de casa. A diretora da instituição Elmânia Ribeiro denunciou o caso à polícia.

"Talvez algo de pior tivesse acontecido. A gente tá preocupada com o dia-a-dia deles, da forma que eles tão na escola, como eles chegam, como eles saem. Eu fiquei realmente muito preocupada", disse a diretora.

O tenente-coronel do 15º Batalhão de Polícia Militar Egídio Amaral alerta aos pais que são eles os responsáveis pela conduta dos filhos menores de idade. "Eu sempre digo que os pais têm que acompanhar o espaço dos filhos, principalmente até a idade de 14 anos, porque, qualquer ato que venha a acontecer, eles serão imediatamente responsabilizados", disse.

Outros casos
Segundo o tenente-coronel, é preocupante a quantidade de menores que vêm se envolvendo com a criminalidade. Recentemente, um jovem de 14 anos que já possui passagens pela polícia, atirou no joelho de outra pessoa com um revólver calibre 38, no bairro Terra do Sol, em Bacabal.

Em uma operação na cidade de Conceição do Lago-Açu, a aproximadamente 70 km de Bacabal, um jovem de 17 anos foi apreendido com 54 pedras de crack.

Segundo a Polícia Militar, o Grupo Especial de Apoio às Escolas (GEAP) foi criado há um ano na cidade. O projeto visita escolas da rede pública promovendo palestras para conscientizar os estudantes sobre o perigo da criminalidade.

"[O GEAP atua] fazendo palestras sobre a questão da prevenção de drogas dentro da escola, visitando, procurando conversar com diretores e alunos, sabendo qual o problema, identificando e tentando solucionar", explicou o cabo Francisco Brito.


G1

18:33 - 20/11/2014






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