Pedido o bloqueio de bens de Ricardo Murad no total de até 17 milhões

Tribunal Regional Federal do Maranhão (TRF-MA) determinou na quinta-feira (13) liminarmente, o bloqueio de R$ 17.526.202,24 (dezessete milhões, quinhentos e vinte e seis mil, duzentos e dois reais e vinte e quatro centavos) do ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad. O processo tramitando no Tribunal Regional Federal do Maranhão, requer ainda a quebra do sigilo bancário dele e demais acusados por atos de improbidade administrativa na gestão do Programa “Saúde é Vida”, entre 2009 e 2014.

Além do nome do ex-secretário, outros 12 nomes estão envolvidos, são eles: Antônio Gualberto Barbosa Belo, Ribamar Carvalho, Jorge Luiz Pereira Mendes, Fernando Neves da Costa e Silva, Inacio da Cunha Bouéres, Dalvenir Ferreira Lima de Souza, Julio Alberto Netto Lima, Leciana da Conceição Figueiredo Pinto, Maria José Cardoso Rodrigues Batista, Proenge Engenharia e Projetos Ltda., Renato Ferreira Cestari e Ussula de Jesus Macedo Mesquita.

 De acordo com Ricardo Murad, além dele próprio, algumas empresas e seus dirigentes são alvos de perseguição e podem sofrer a qualquer momento ações de mandados de busca e apreensão por parte da Polícia Federal. Procurado pela reportagem, o ex-secretário Ricardo Murad informou por nota que em nenhum momento foi ouvido pela Justiça a fim de se explicar sobre as acusações. Ainda de acordo com Murad, a ação foi maldosamente proposta pelo estado. “Tenho absoluta convicção de que assim que nos manifestarmos S.Exa. terá conhecimento dos fatos verdadeiros e haverá de revogar as medidas tomadas hoje”, justificou. De acordo com a decisão, ele tem o prazo de 30 dias para encaminhar os documentos solicitados pelo juiz federal.

Ricardo Murad se coloca à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos. "Como sempre afirmo, eu e todos da minha equipe da secretaria de estado da saúde estamos à disposição da justiça para prestar todas as informações necessárias", assegurou o ex-secretário.

NOTA DE RICARDO MURAD 

“Em uma ação maldosamente proposta pelo estado, baseada numa auditoria falsa produzida pela secretaria da transparência criada para perseguir seus adversários, Flávio Dino induz juiz federal a um equívoco. A decisão liminar foi dada sem nos ouvir, e tenho absoluta convicção de que assim que nos manifestarmos S.Exa. terá conhecimento dos fatos verdadeiros e haverá de revogar as medidas tomadas hoje. Como sempre afirmo, eu e todos da minha equipe da secretaria de estado da saúde estamos à disposição da justiça para prestar todas as informações necessárias a cerca da nossa gestão e tenho certeza que nossos esclarecimentos porão abaixo a fabrica de mentiras e maldades produzidas pela “gestapo” de Flávio Dino. Se tivéssemos tido a oportunidade de prestar as informações antes da apreciação da limin ar, tenho absoluta certeza que o juiz federal Dr. Carlos madeira teria outra decisão que não esta. Continuamos confiantes na justiça”.

 

07:12 - 15/08/2015






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