Pela terceira vez Justiça Federal nega pedido de prisão preventiva de Ricardo Murad

 A Justiça Federal negou mais uma vez na quinta-feira, 19, pedido de prisão preventiva do ex-secretário de Saúde do Estado, Ricardo Murad. A decisão foi do juiz Roberto Veloso, da 1ª Vara da Justiça Federal no Maranhão.

O magistrado entendeu que não há necessidade de decretar prisão, uma vez que o ex-secretário não oferece nenhum risco, já que não está no cargo público e mantém endereço fixo em São Luís. Além disso, o juiz alegou que, como já havia negado outros pedidos de prisão, só um fato novo para mudar sua decisão.

“O que há de novo é a alegação da destruição e ocultação de provas […]. A comprovação dessa alegação, no entanto está muito frágil, porque a folha de papel apresentada como queimada, conforme se verifica da imagem juntada na representação, é de uma página de caderno escolar na qual está escrito um valor de R$ 23.000,00 e uma conta de subtração desta quantia de RS 9.485,00, porém sem indicativo de relação com os fatos investigados. Não há nome de nenhuma pessoa física ou jurídica que tenha afinidade com os fatos apurados. Apenas para anotar, o desvio que se apura nestes autos, segundo anúncio da autoridade policial, é de R$ 1.200.000.000,00 (um bilhão e duzentos milhões de reais)”, diz um trecho da decisão. Esta foi a terceira vez que a Justiça negou a prisão do ex-secretário. 

            Na quarta-feira, dia 18, o ex-secretário de Saúde Ricardo Murad, usou as redes sociais para criticar as investigações que a PF e a CGU vem fazendo sobre a sua gestão como secretário do governo de Roseana Sarney. Como é do conhecimento de todos, ele foi conduzido coercitivamente a uma delegacia da Polícia Federal em São Luís, na manhã de terça-feira onde depois por mais de 15 horas. Murad já havia denunciado meses atrás, que Flávio Dino faria tudo para vê-lo preso, e que “uma armação” para tal estava em andamento após intenso bombardeio que Dino vinha sofrendo na Assembleia Legislativa por parte dos deputados Sousa Neto, genro dele Murad, e sua filha Andrea Murad, além dos deputados Adriano Sarney  e Evilásio Júnior. A operação da Polícia Federal e da CGU no meio desta semana, dizem os políticos não teria sido apenas uma coincidência com o que alertou Ricardo Murad meses atrás. Acompanhe a nota publicada por Murad na quinta-feira:     

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

“Me dirijo a vocês neste momento para esclarecer a respeito da operação da Polícia Federal e CGU.

Na Secretaria de Saúde não houve desvios bilionários como afirma o superintendente da Polícia Federal, mas sim, muito trabalho, dedicação e seriedade com os recursos públicos que destinamos para atender aos maranhenses uma rede de hospitais, upas e centros especializados de medicina digna de povos avançados.

Um absurdo – completo absurdo, aliás – se imaginar que mais de um bilhão de reais tenha sido desviado de serviços médicos hospitalares da rede estadual. Isso levaria, com absoluta certeza, a que mais da metade dos hospitais do Estado não estivessem funcionando nos últimos cinco anos, porque representaria mais de 50% dos recursos aplicados no setor.

Justamente o contrário do que todos vivenciamos!!! Qualquer um que tenha necessitado dos serviços médicos/hospitalares ou tenha trabalhado da rede estadual na época em que estive como Secretário pode atestar o que digo. Ampliamos e melhoramos muito a oferta de serviços médicos, a quantidade de hospitais, a qualidade do atendimento. Isso é público e notório!!!

Meus amigos, por determinação da Justiça Federal, que prontamente atendi, prestei depoimento por mais de 15 horas, com trinta páginas de esclarecimentos.

Respondi a tudo o que me foi perguntado e deixei registrado que no período em que estive à frente como secretário, ao contrário do que se divulga, não houve superfaturamento, nem pagamentos de serviços, obras, medicamento e materiais médico/hospitalar que tenham sido pagos sem a devida prestação de serviço ou a correspondente entrega dos produtos e materiais e muito menos pagamentos de médicos e funcionários fantasmas.

Sempre me coloquei antes mesmo da operação à disposição da Justiça, MPF e PF e continuo no mesmo propósito porque tenho o dever de defender a nossa obra que, pela primeira vez, deu a todos os maranhenses oportunidades de ter uma rede de assistência à saúde de primeiro mundo. 

Ricardo Murad

 


08:09 - 21/11/2015






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