Chuvas intensas causam prejuízos à população da região sudoeste

IMPERATRIZ - O período chuvoso está provocando transtornos à população da região sudoeste do estado. Do dia 1º de abril até quarta-feira, 19, choveu 305,5 milímetros na regional de Imperatriz. O previsto para o período no mês inteiro era de apenas 197,3 milímetros. A previsão é de que deve continuar chovendo até junho, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Por não ter boa infra-estrutura, a maioria das cidades dessa região enfrenta alagamentos de ruas e casas, situação que piora em povoados distantes das sedes administrativas. Nesses locais, o único acesso é por estradas vicinais, atualmente cortadas por riachos, como acontece com a rodovia estadual conhecida como Estrada do Arroz, aberta para dar acesso a cerca de 30 povoados, que atualmente está intrafegável em três pontos. As chuvas também provocaram transbordamento de quatro riachos com desalojamento de famílias, em Imperatriz, situação que com a cheia do rio Tocantins, levou a Prefeitura a decretar estado de calamidade pública no município. Nas rodovias federais BRs-222 e 010 (Belém-Brasília), a situação também é preocupante. O trecho maranhense da BR-010, que se estende de Estreito a Itinga (ao todo 225 quilômetros), tem pontos com rachaduras, buracos e erosões que colocam em risco a vida de condutores e ocupantes de veículos. Buracos Devido à grande quantidade de buracos (alguns com até 30 centímetros de profundidade e meio metro de diâmetro) e à erosão, aumentou a quantidade de acidentes automobilísticos no trecho entre Imperatriz e Itinga. “Se a gente escapar com vida, não vai escapar dos prejuízos no caminhão”, ironizou o caminhoneiro José Feitosa. Não é sem razão que a procura por oficinas mecânicas situadas às margens dessa rodovia aumentou em mais de 50% nos últimos dias, a exemplo das oficinas de balanceamento e alinhamento em Imperatriz. Os buracos também obrigam os veículos a trafegarem pela contramão e em velocidade reduzida favorecendo também a ação de assaltantes. Frigorifico O empresário Roberto Agenor Gonçalves da Silva revelou que as chuvas estão provocando preocupação no setor de carne bovina. “No nosso ramo de frigorífico, essas chuvas atrapalham porque as estradas vicinais da região estão cortadas. Com isso, sempre atrasa de dois a três dias o transporte da carne de boi da fazenda para o frigorífico”, ressaltou Roberto Agenor. Para ele, o que anima o setor é saber que o período das chuvas está próximo do fim. “Felizmente, a tendência de nossa região é que as chuvas diminuam agora, porque se não o negócio poderia complicar”, disse o empresário em tom de alívio. O presidente do Sindicato dos Empregados na Indústria da Construção Civil na Região Tocantina, Whashington Luiz Azevedo, responsabilizou o período de chuvas pela queda, em 30%, dos postos de trabalho. “Com as chuvas, houve diminuição de trabalho em Imperatriz e região”, frisou o sindicalista, acrescentando que as obras de grande porte não foram afetadas pelo fator climático.

12:13 - 23/04/2006






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