Jackson diz que medida é para "alinhar salários"

O governador Jackson Lago e o secretário de Educação, Lourenço Vieira da Silva, receberam, no começo da tarde de sexta-feira, 06, em Pinheiro, representantes dos professores da rede pública estadual de ensino. Eles discutiram com a categoria os pontos apresentados pelo governo como proposta à Central Única de Trabalhadores (CUT) e esclareceram que a política salarial do subsídio visa alinhar os salários, através de reajustes anuais. "Queríamos uma forma justa de política salarial e optamos pelo subsídio, porque ele é constitucional e revela quanto cada um dos servidores ganha. Daqui para frente, teremos reajustes lineares e o nosso objetivo é implantar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários", disse o governador, ao assegurar que os professores não perderão nada. A data base do professor passará a ser todo dia primeiro de maio, quando ocorrerá o alinhamento salarial. Lourenço Vieira da Silva esclareceu aos professores que a GAM (Gratificação de Atividade do Magistério) agora está incorporada aos salários dos professores e não pode mais ser retirada ou reduzida, além de contar para a aposentadoria. Ele disse à categoria que a proposta do governo apresentada aos representantes sindicais reajusta o menor salário dos professores em 12,7% com a incorporação da GAM e transforma o qüinqüênio em anuênio, além de trazer de volta os professores afastados às salas de aula. "Tudo foi definido em reuniões, porque este governo é do diálogo", disse. O secretário de Educação alertou os professores ainda sobre a decisão da Justiça que considerou a greve ilegal e que determina o retorno imediato da categoria às salas de aula a partir do dia dois de julho. Segundo ele, os estudantes não podem ser penalizados, até porque o governo está dialogando com as lideranças do magistério a fim de negociar melhorias para os professores. "Em outros estados do país, como o Pará, por exemplo, as categorias estão é lutando pelo subsídio, porque sabem que é bom, que garante ganhos. O subsídio não é perda, ele é ganho", disse Lourenço. Ele esclareceu que o professor agora terá um salário integral que governo nenhum poderá mexer mais, lembrando ainda que os professores do Maranhão hoje têm um dos melhores salários pagos no país. O Progresso

15:15 - 09/07/2007






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