Vinho, o companheiro ideal das carnes

Sábios eram os gregos, que, séculos antes de Cristo nascer, já saboreavam, em dias especiais, um belo assado com algumas taças de vinho. Esse matrimônio celebrado nos banquetes antigos viajou no tempo até se tornar uma referência na cozinha ocidental. Tudo leva a crer, essa é mesmo uma união perfeita: pesquisadores da Universidade de Jerusalém e do Centro Volcani, ambos em Israel, garantem que o néctar de Baco tem a dádiva de anular moléculas envolvidas com o aparecimento de doenças como o câncer. Por causa delas, o consumo excessivo de carne é visto com cautela por especialistas em saúde. Os cientistas israelenses pediram a voluntários que fizessem três refeições. A primeira contava com uma porção de carne de peru simplesmente assada acompanhada de um copo d’água. A segunda servia a ave em uma receita que pedia vinho no momento de finalizar o preparo, quando a carne já estava cozida. E mais: ao experimentá-la, os participantes também tomaram um cálice da bebida. Já no terceiro cardápio, a receita exigia que o peru fosse temperado com vinho. Mais uma vez, um cálice da bebida acompanhou o prato. Após cada uma dessas refeições, todos foram submetidos a exames de sangue e urina para medir as taxas de malondialdeído, ou MDA, que é uma das substâncias acusadas de nos fazer mal. Ela é entregue de bandeja pelas carnes ou formada dentro do próprio organismo durante a sua digestão. O primeiro cardápio, o mais sem graça, foi também o que mais disparou a absorção de moléculas de MDA. No segundo menu, só 25% delas chegaram à corrente sangüínea. E, na terceira opção, uma surpresa: não foi encontrado rastro de MDA no sangue dos voluntários após terem comido o prato em que a carne permaneceu de molho no vinho. Por DIOGO SPONCHIATO Design GUILHERME LIMA Fotos DERCÍLIO

16:31 - 10/12/2008






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