Concursos públicos tem 22 mil vagas abertas e salários de até R$ 27,5 mil

Apesar do orçamento apertado do governo, diante da necessidade de ajustar as contas públicas, e da consequente lentidão na autorização de alguns aguardados certames, os concurseiros não devem desanimar. Há 22.018 vagas disponíveis em 60 concursos públicos, com salários de até R$ 27,5 mil, em órgãos federais, estaduais e municipais, para todos os níveis de escolaridade. Em 21 deles, com 1.351 oportunidades e ganhos mensais entre R$ 1,5 mil e R$ 8,6 mil, as inscrições se encerram nesta semana.

“Algumas seleções importantes devem atrasar, por conta do corte de gastos, mas, de qualquer forma, as portas para a estabilidade vão continuar abertas. O governo não tem como não repor as vagas que serão criadas por milhares de aposentadorias”, diz o professor de direito administrativo e empresarial Washington Barbosa, coordenador do Instituto de Capacitação Avançada (ICA). Ele afirma que, aos poucos, os esperados editais serão publicados, pela urgência de fazer a máquina andar.

Uma demonstração da exigência da conjuntura foi o anúncio, no fim de semana, pela Presidência da República, de que o Ministério do Planejamento publicará, na próxima quarta-feira, autorização para 220 cargos de agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai). O certame foi divulgado em meio a negociações do Executivo para a homologação de terras indígenas no norte do país.

Com tantas restrições orçamentárias, assinala Barbosa, a concorrência tende a ficar mais acirrada, criando um excesso de ansiedade entre os candidatos às carreiras típicas de Estado (sem correlação com funções da iniciativa privada), que são fundamentais para a arrecadação, a fiscalização, o controle e a defesa da administração pública.

“Percebi que as pessoas começaram a se desesperar. Em vez de aguardar para fazer o concurso que desejavam, passaram a se inscrever no primeiro que aparecia, principalmente em certames mais qualificados, para auditor e advogado da União. O resultado foi que, como não estavam estudando as matérias específicas, acabaram não conseguindo aprovação”, conta Barbosa.


O Imparcial

11:17 - 21/04/2015






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