FESTAS DE CASAMENTO INESQUECÍVEIS

O post de hoje -- não é agouro, nem premonição -- vai tratar de algo que aconteceu, acontece e acontecerá em muitas festas de casamento: a intoxicação por um dos pratos mais comuns desses eventos, as famosas barquinhas de maionese. Em bufês modernos, as técnicas de preparo e de manutenção refrigerada deste produto costumam ser adequadas. Porém, ainda existem casos em que são utilizadas maioneses caseiras e, na falta de um sistema de refrigeração adequado, elas são mantidas em temperatura ambiente, geralmente, cobertas por um paninho para espantar moscas. Bom, vamos ao caso. Festas de casamento seguem sempre um certo padrão. Recebemos um convite grande e, algumas vezes, um convite menor preso por um clipe dourado, que indica que somos parte de um grupo seleto: o dos convidados para a recepção. O casamento pode estar marcado para sábado às 17h00, mas dificilmente a noiva chegará antes das 18h00. Às vezes, até mais tarde. Alguns falam que é chique -- eu, particularmente, acho falta de educação fazer os convidados esperarem tanto tempo. Depois da cerimônia, os "escolhidos" se dirigem para o salão onde será realizada a festa. Ninguém serve nada no começo, pois é preciso esperar os noivos –- que, é claro, foram tirar fotografias. Aos poucos, os convidados começam a perder a paciência. Olham para todos os lados, e nada. Já repararam que todos aplaudem quando os noivos chegam? Com certeza, é a perspectiva de que vão começar os serviços de distribuição de comida. O primeiro garçom, que é exatamente o que vai servir as barquinhas de maionese -- já há quase 18 horas sem refrigeração --, mal começa a servir e acaba literalmente "atacado". Dificilmente consegue chegar até o outro lado do salão. Todos acham uma delícia. É claro. As bactérias causadoras de doenças veiculadas por alimentos (como diarréia e vômitos) não alteram as características dos alimentos. É por isso que as pessoas comem e não sentem nenhuma diferença. Durante a festa, os noivos não comem nada, pois têm que atender os convidados. Por isso, alguém prepara a famosa "caixinha dos noivos" com tudo que foi servido, inclusive, é claro, barquinhas de maionese. Festa terminada, lá vão eles para a lua de mel. Com coisas mais importantes a serem feitas, a caixinha vai parar sobre uma mesa. No dia seguinte, para repôr as energias, com uma certa curiosidade, os dois abrem a caixinha e o que encontram? “Barquinhas de maionese! Como as que minha mãe fazia!” Eles comem juntinhos. Só depois de algum tempo -- normalmente de 12 a 24 horas -- vão começar os primeiros sintomas, vômitos, diarréias e febre, que durarão uma semana. Será uma verdadeira lua de mel de reis: nenhum dos dois deixará o "trono". Longe dali, a mesma coisa deve estar acontecendo com os convidados. Realmente, um casamento inesquecível. Agora, como fazer para que isso não aconteça na sua festa? Várias providências precisam ser tomadas: - não utilize maionese caseira, só industrial (feita com ovos pasteurizados) - não mantenha os alimentos perecíveis por mais de duas horas fora da geladeira Com essas simples medidas, muitas doenças veiculadas por alimentos teriam sido evitadas, e muitas festas seriam mais lembradas pela alegria que causaram do que pelos processos de diarréia e vômito que provocaram.

16:55 - 07/11/2006






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